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Andre Bueno / Camara de São Paulo
Operação da PF mira fraude em contratos emergenciais da gestão Covas


O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB-SP), concedeu entrevista ao site Congresso em Foco onde afirmou que um dos principais motivos para os tucanos terem perdido o protagosnimo nacional e serem substituidos pelo bolsonarismo é "não ter feito a sua própria lição de casa de alguma forma punindo ou afastando àqueles envolvidos em casos de corrupção ".


"Não adianta apontar o dedo para o PT , dizer que é um absurdo os petistas irem para a rua defender Lula Livre, que é um condenado pela Justiça, e quando isso acontece dentro do próprio PSDB , fingir que nada está acontecendo. Acho que esses foram os principais fatores que levaram o partido ter uma grande derrota nas eleições de 2018", disse o candidato a reeleição em São Paulo.

Covas comentou os avanços da Lava Jato sobre grandes caciques do PSDB como os  ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin . O prefeito defendeu a a operação ao dizer que o principal ganho "foi mostrar que todo mundo precisa ser investigado, todo mundo precisa passar pela transparência". O tucano paulista defendeu brevemente os companheiros de partido.

"Que se investigue, que verifique quem são os culpados e tenho total confiança na Justiça, como também não tenho nada que conheça que possa macular a imagem seja do ex-governador José Serra seja do ex-governador Geraldo Alckmin, confio na inocência deles, acho que eles vão provar isso e vamos aguardar o julgamento", afirmou.

Ao ser questionado sobre as eleições municipai s de 2020, Covas não respondeu sobre os partido que tenta fazer coligação e disse que revelar esta informação  "acaba chamando atenção para algo que não é para chamar atenção nesse momento". O atual prefeito de São Paulo também não respondeu sobre a nomeação de Marta Suplicy para vice ou se irá buscar apoio na base com o DEM e o MDB.

"Não há nenhum nome definido. Dois grandes motivos, o primeiros deles: estamos conversando com alguns partidos que podem estar conosco nessa coligação e só quando for definido quais partidos estarão conosco é que vamos definir o nome de vice. Primeiro vem a fase da definição dos partidos e depois a definição do vice, os partidos já vão vir sabendo que vão participar da escolha do nome, podem até não ser o nome daquela agremiação partidária, mas vão participar desse processo de escolha. Segundo, a própria gestão da crise não tem permitido que tenha tempo suficiente para poder tratar do tema, isso acaba tomando muito nosso tempo", disse.

Covas ainda retrucou uma exposição feita pelos opositores de que o seu governo não tem nenhuma grande marca, como uma obra, e disse que só irá responder provocações de concorrentes quando começarem as eleições.

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