Guilherme Boulos
Reprodução Youtube iG
Guilherme Boulos é pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL

O pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos criticou o prefeito Bruno Covas (PSDB) na gestão da crise sanitária causada pela pandemia de Covid-19 . Ele citou a falta de política da prefeitura para os moradores de rua.

As declarações foram feitas durante a primeira das lives do portal iG com os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo . A série começou nesta segunda-feira (15) e segue todos os dias às 11 horas. A próxima acontece nesta terça-feira (16), com o pré-candidato do Novo, Filipe Sabará

Leia também:

Paulo Messina, pré-candidato no Rio,  é o entrevistado da live do Dia
Lives com pré-candidatos à prefeitura do Rio: Eduardo Bandeira de Mello
Hugo Leal, pré-candidato a prefeito do Rio, é o entrevistado na live do Dia


"O governador (João Doria) e o prefeito ( Bruno Covas ) vão à televisão todo dia e dizem "se puder, fiquem em casa". Gostaria de saber o que eles têm a dizer aos 25 mil moradores de rua de São Paulo. Eles não têm casa", afirmou Boulos durante a live realizada pelo portal iG com os pré-candidatos à prefeitura da capital paulista.

Boulos disse que entrou com o pedido no Ministério Público (MP) para que a prefeitura da capital abrisse vagas em hotéis para a população de rua . Segundo o pré-candidato, o MP acatou o pedido, mas o atual prefeito Bruno Covas "não abriu nenhuma vaga para abrigar os moradores de rua", criticou.

"Parece absurdo abrigar morador de rua em hotel? Pois foi isso que fizeram em Londres, em Paris e em Buenos Aires, no mundo. Aqui no Brasil, Niterói eMacapá, também. Cidades que são mais pobres que São Paulo", declarou.

Outra crítica feita ao atual prefeito da cidade, foi com relação ao transporte público , que chegou a ter a frota reduzida durante o período de isolamento social. "Houve redução da frota de ônibus em meio a uma pandemia. Foi um erro brutal. Tem que manter a frota, porque ela esta saturada em São Paulo", disse. 

Fim das privatizações e propostas

Guilherme Boulos também enfatizou durante a live que vai "gerir a cidade para empresas e sim para pessoas". Ele se disse contrário a todos os projetos de privatização na cidade.

"(Defendemos a) interrupção dos projetos de privatizacão e a revisão (do contratos existentes). Vamos rever todos os contratos de (Organização Social) OS tanto na saúde como nas creches de São Paulo", afirmou. 

Segundo Boulos, a capital paulista hoje é "gerida por máfias". Ele afirmou que a cidade hoje tem um projeto "privatista" que quer entregar o patrimônio público para grandes empresas. 

A crítica também foi feita em relação ao transporte.  "A capital tem a máfia do transporte , com quatro, cinco empresários corruptos, que controla o transporte, e aumenta passagem quando quer", criticou o pré-candidato. 

Para Boulos, a cidade de São Paulo deve fazer uma parceria com o governo do estado para investir em metrô e levá-lo à periferia da cidade. "O metrô de São Paulo é uma piada. Olha o metrô da Cidade do México, o metrô de Buenos Aires. Isso sem falar nas capitais da Europa", argumentou.

Questionado sobre a relação que ele teria com o atual governador João Doria, Boulos disse que é a favor do diálogo. "Mas deixando claro que existem divergências políticas. Quando o Doria foi prefeito de São Paulo, ele administrava a cidade como se fosse um negócio", criticou.

Veja a íntegra da entrevista:


    Veja Também

      Mostrar mais