Bolsoanro
Reprodução/Globo
Bolsonaro em frente ao Palácio do Planalto


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez um pronunciamente em frente ao Palácio do Planalto com críticas duras ao inquérito das fakes news, sob responsabilidade do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que teve diligências realizadas pela Polícia Federal (PF) na manhã de ontem mirando apoiadores do governo Bolsonaro que estariam envolvidos em rede de criação e veiculação de notícias falsas.

O presidente disse que os argumento sobre fake news que seriam orquestrados por Sara Winter, Roberto Jefferson, Allan dos Santos, Bia Kicis e Luciano Hang, são "mentirosos". Bolsonaro disse que "querem tirar mídia que tenho a meu favor" e complementou dizendo que "ontem foi último dia" que ações como essas foram feitas.

"Respeito as decisões do Supremo Tribunal Federal, mas para que esse respeito continue também precisam respeitar o executive", disse Bolsonaro. O presidente alegou que não há rede de fake news arquitetada desde as eleições presidenciais para beneficiar a agenda bolsonarista.

"Inventam faquitóides para me tirar da cadeira, não vão me tirar", disse. "O objetivo dessa ação é atingir quem me apoia, estão perseguindo quem apoia o meu governo de graça. Querem acabar com a mídia que me apoia sob acusações falsas de fake news", defendeu em tom ríspido.

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O presidente citou ainda o marco cívil da internet aprovado durante os governo petistas. Segundo Bolsonaro, o Marco Civil da Internet é uma estratégia para censurar as redes sociais. 

"Criminalizar o crime de ódio é um artíficio para censurar as mídias sociais. Mídia social que me trouxe até aqui', defendeu Bolsonaro. O presidente disse ainda que estão tentando transformá-lo em um ditador de direita.

"Nunca falei que as forças armadas estão com o presidente. As forças armadas estão com  o povo, com a lei e com a ordem. nâo me transformem em um ditador de direita. Irei contra qualquer um do meu governo que pensa assim", declarou. 

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