Na manhã desta quarta-feira (20), o governador de São Paulo João Doria concedeu uma entrevista à rádio Jovem Pan . Durante a conversa, o mandatário revelou que a partir de 1º de junho haverá, de forma escalonada, um afrouxamento no decreto de quarentena - medida adotada para conter a propagação do novo coronavírus (Sars-coV-2).

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Governador de São Paulo João Dória
Agência Brasil
Governador de São Paulo João Dória

"Haverá um período, sim, a partir de 1 de junho em fases escalonadas, cuidadosas, zelosas e isso feito com o setor privado para a flexibilização. Mas quando possível. Neste momento, não. Nós estamos no pior momento do coronavírus no Brasil, não é em São Paulo", disse Doria .

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O governador ainda afirmou que 26% dos 645 municípios do Estado não têm registro de casos de coronavírus e disse que as autoridades estaduais analisam, entre outros fatores, a taxa de ocupação do sistema de saúde para definir como será feita a flexibilização.

Ainda nesta quarta (20), na parte da tarde, o governador mostrou-se mais receoso com a ideia. "A prioridade do governo é salvar vidas, preservar a saúde. Ao preservar isso, preservamos a economia. O inimigo da economia é a pandemia, não o isolamento. A recuperação do comércio é algo gradual e lento", disse.

"A economia não vem antes da vida. São Paulo tem 74% da sua economia funcionando normalmente, dentro dos parâmetros da saúde. O Plano São Paulo será aplicado no momento em que isso for possível. A atual quarentena vai até o dia 31 de maio, até lá vamos acompanhar o cenário. Teremos prazer em adotar a medida de flexibilização gradual, mas só quando isso for seguro", completou.

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O Estado de São Paulo tem, segundo o site WorldMeters , 65.995 casos confirmados de Covid-19  e 5.147 mortes causadas pela doença.

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