dois homens sentados e falando no telefone
Agência O Globo
Alberto Fraga e Jair Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou nesta quinta-feira (7) a possibilidade de divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública em dois após a saída de Sérgio Moro, há duas semanas. Ele disse que já conversou com o novo chefe da Pasta e que André Mendonça concordou com a medida caso seja necessária. O presidente preferiu não prever prazo para isso acontecer.

"Pode acontecer. Não está prevista ainda, tem muita coisa pela frente, não vou entrar em embate de divisão agora", disse ao chegar ao Palácio da Alvorada no fim da tarde. "Já conversei com André [Mendonça, ministro da Justiça], se tiver lá na frente, não digo pressão, mas uma necessidade, o que você acha? Ele disse que sem problema", complementou

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Perguntado se o ex-deputado federal Alberto Fraga pode assumir a pasta da Segurança Pública em caso de divisão, Bolsonaro disse que sim. "No futuro, quem sabe. É meu amigo desde 1982", afirmou.

O GLOBO revelou em dezembro passado que o presidente desejava recriar a pasta e entregar o ministério para Fraga. Bolsonaro negou na ocasião, mas em janeiro admitiu a ideia, o que provocou reação com Moro. O presidente tinha admitido a possibilidade ao partir para uma viagem à Índia. Diante da repercussão negativa, descartou a divisão ao chegar naquele país. Segurança Pública foi uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro. Durante a transição, ele resolveu fundir a Pasta ao Ministério da Justiça. Parte da base aliada dele, como bancada da bala no Congresso, pede o desmembramento.

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