Presidente Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR
Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (28) a um grupo de apoiadores na saída do Palácio da Alvorada que o processo da facada contra ele vai ser reaberto e afirmou que o caso foi "negligenciado". "A conclusão é que foi um lobo solitário. Mas como pode um lobo solitário com três advogados, com quatro celulares? Inclusive andando pelo Brasil", completou.

Bolsonaro sofreu um facada em setembro de 2018 durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e passou por procedimentos cirúrgicos para reconstruir parte do intestino. As investigações chegaram à conclusão de que o autor foi Adélio Bispo, mas ele foi considerado incapaz de responder por seus atos por problemas psicológicos e foi absolvido.

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"O meu caso é muito mais fácil de resolver porque tem um assassinato", disse ao presidente ao comparar seu caso com o assassinato da ex-vereadora carioca Marielle Franco.

Bolsonaro também comparou o ataque contra ele ao assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, no ABC paulista, morto em janeiro de 2002.

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Ao ser questionado por um jornalista que pediu que ele repetisse o comentário, Bolsonaro disse que não estava acusando instituição nenhuma. "Eu não estou dando entrevista para você", interrompeu o presidente. "Eu acho que a investigação do caso Celso Daniel faltou seriedade. Não estou acusando instituição nenhuma."

Bolsonaro ainda lembrou da data da execução de Celso Daniel e, ao devolver a pergunta ao jornalista, sugeriu que houve ingerência de quem assumiu o governo em 2003. A data corresponde ao primeiro ano de mandato do ex-presidente Lula.

"Celso Daniel foi torturado e executado. Ele foi achado por um legista e esse legista foi 'suicidado'", afirmou o presidente.

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