Ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro
Agência Brasil
Ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro voltou ao Twitter na tarde deste domingo para apontar que tem sido alvo do que chamou de "uma campanha de fake news" e que não se preocupa porque já passou pela mesma situação durante e após o período em que foi o juiz federal responsável pela Operação Lava-Jato.

Moro concluiu a mensagem com uma paródia do slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro, substituindo "Brasil" por "Verdade" e "Deus" por "Fazer a coisa certa", expressão que já havia utilizado no pronunciamento em que anunciou sua saída do governo, na sexta-feira.

"Tenho visto uma campanha de fake News nas redes sociais e em grupos de whatsapp para me desqualificar. Não me preocupo; já passei por isso durante e depois da Lava Jato. Verdade acima de tudo. Fazer a coisa certa acima de todos", escreveu o ex-ministro aos seus quase três milhões de seguidores no Twitter.

Mais cedo, Bolsonaro rebateu, também pelas redes sociais, a acusação feita por Moro de que tenha interferido na Polícia Federal. O presidente demitiu o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, na sexta-feira.

"Lamentavelmente o ex-ministro mentiu sobre interferência na Polícia Federal", escreveu Bolsonaro. "Nenhum superintendente foi trocado por mim. Todos foram indicados pelo próprio ministro ou diretor geral [...] Para mim os bons Policiais estão em todo o Brasil e não apenas em Curitiba, onde trabalhava o então juiz", complementou, repetindo o que já havia dito na sexta — que Moro teria privilegiado pessoas de Curitiba em suas indicações.

Nos comentários, Bolsonaro também justificou a possível escolha do ex-coordenador da segurança de Bolsonaro, Alexandre Ramagem, para a Polícia Federal. Em resposta a uma seguidora que disse que Ramagem é "amigo dos filhos do presidente", afirmou:

— E daí? Antes de conhecer meus filhos eu conheci o Ramagem. Por isso deve ser vetado? Devo escolher alguém amigo de quem?

No sábado, o presidente Bolsonaro foi ao Twitter dizer que manteve o apoio a Moro, em meio à crise provocada pela revelação da troca de mensagens entre Moro e procuradores da República da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba.

Duas horas antes, o ex-ministro também mandou um recado a Bolsonaro, via Twitter. "'Faça a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo' foi o lema de campanha de integridade que fizemos logo no início no MJSP", postou. A mensagem está acompanhada de um vídeo institucional sobre a campanha.

Após pedir demissão, Moro apresentou uma troca de mensagens em que Bolsonaro pede a troca de comando na Polícia Federal com base em uma informação de que a corporação estaria investigando deputados bolsonaristas. Em resposta, Moro diz que a investigação é conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também é responsável por determinar as diligências.

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