homem de óculos
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Maurício Valeixo

Demitido do cargo de diretor-geral da Polícia Federal nesta sexta-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro, o delegado Maurício Valeixo afirmou a interlocutores que está "muito tranquilo" diante da situação e tem repetido que não tem "apego a cargos".

Nome de confiança do ministro da Justiça Sergio Moro, Valeixo vinha sendo fritado no cargo desde a metade do ano passado, quando o presidente quis indicar um nome para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro e sofreu resistência dentro da corporação por causa da tentativa de interferência política. Na ocasião, Bolsonaro subiu o tom contra a PF e deu declarações de que poderia demitir o diretor-geral da corporação, mas a crise arrefeceu diante da atuação de auxiliares do Palácio do Planalto.

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Diante dos desgastes, Valeixo negociava uma saída pacífica do cargo para meados de junho deste ano, mas aguardava que Moro deflagrasse a sucessão ao comando da PF.

Cotados para os cargos

Desde o início desta semana, Valeixo recebeu sinais do Palácio do Planalto de que poderia ser demitido do cargo, diante das movimentações políticas do delegado da PF Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do DF que é cotado ao cargo e esteve com Bolsonaro no Planalto nesta quarta-feira.

Tanto Valeixo como Moro foram pegos de surpresa pelo decreto de demissão que foi publicado no Diário Oficial de hoje. Apesar de constar no decreto que a exoneração de Valeixo ocorreu a pedido dele próprio, esse pedido na verdade não existiu.

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Em conversas com pessoas próximas nesta sexta, Valeixo afirmou que está "muito tranquilo" diante da demissão. Nesta quinta-feira, em meio às especulações de sua saída, ele disse a superintendentes da PF que não tem "apego ao cargo" e estava cumprindo uma missão delegada pelo ministro Sergio Moro.

Havia expectativa de que, quando deixasse o cargo, Valeixo fosse nomeado ao posto de adido da PF em Portugal, uma espécie de compensação honrosa por seus serviços prestados. Diante do acirramento da crise com Bolsonaro, porém, essa indicação não está garantida.

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Mesmo diante da demissão, Valeixo manteve seu perfil discreto e ainda não se manifestou internamente para a corporação nem fez declarações públicas a respeito da saída.

Enquanto a permanência de Moro no comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública segue indefinida, Bolsonaro já começou a avaliar nomes para substitui-lo, entre eles o do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira. Três fontes ligadas a Bolsonaro ouvidas pelo GLOBO dão como certa que a saída de Moro do governo federal promoveria a transferência de Oliveira, que hoje acumula a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) e é major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal.

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