Mandetta e Bolsonaro arrow-options
Isac Nóbrega/PR
Mandetta foi demitido por Bolsonaro por atritos na forma de ligar com a Covid-19

A demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (17) em meio à crise da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) foi reprovada por 64% dos brasileiros. A informação é de uma pesquisa de opinião do Datafolha feita nesta sexta (17).

Mandetta foi exonerado da pasta após uma série de desentendimentos com o presidente Bolsonaro na forma de combater a Covid-19 . Os principais pontos de conflito entre os dois eram sobre o uso da cloroquina como tratamento da doença e o nível de restrição de circulação e isolamento social da população. O ex-ministro foi substituído pelo oncologista Nelson Teich.

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Segundo o levantamento do Datafolha, há um empate técnico entre aqueles que acreditam que a condução da emergência sanitária pelo Ministério da Saúde sem Mandetta irá piorar (36%) ou melhorar (32%).

Para evitar contato pessoal, as entrevistas foram realizadas por telefone nesta sexta. Foram ouvidas 1.606 pessoas por telefone e margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

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Apesar da avaliação negativa da demissão de Mandetta, a aprovação de Bolsonaro oscilou positivamente dentro do limite da margem de erro. No levantamento realizado entre 1º e 3 de abril, o percentual era de 33%. Hoje ele é de 36%.

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