ÁGUAS LINDAS (GO) - O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que a recomendação de distanciamento social “vale para todos os brasileiros”, mas disse que não iria julgar a atitude do presidente Jair Bolsonaro de sair ao encontro de populares na manhã deste sábado.

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Agência Brasil/Marcello Casal JR
Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM)


Mandetta participou de uma visita com o presidente Jair Bolsonaro ao primeiro hospital de campanha do governo federal, em construção no município de Águas Lindas (GO), a cerca de 50 km de Brasília.

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Com 200 leitos, o hospital poderá atender tanto a pacientes de Goiás como do Distrito Federal. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que havia anunciado o rompimento com Bolsonaro, também foi ao evento.

Após a visita, o presidente Bolsonaro deixou o local do hospital e saiu andando por seu entorno para cumprimentar populares que se aglomeravam para vê-lo. Sem usar máscara, Bolsonaro foi até eles para cumprimentá-los, novamente contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde de evitar aglomerações e realizar distanciamento social. Bolsonaro deixou o local sem falar com a imprensa.

Questionado sobre a saída de Bolsonaro para cumprimentar as pessoas, Mandetta, que tem acumulado atritos com o presidente, afirmou não julgar a atitude e criticou a imprensa que se aproximou dele para entrevista-lo.

— Eu posso no máximo recomendar. Não posso fazer as coisas. Eu não julgo ninguém. Eu acredito no distanciamento. Estou extremamente desagradado por ter tanto microfone perto — afirmou.

Questionado se a recomendação do distanciamento valeria para o presidente, Mandetta afirmou:

— Vale para todos os brasileiros — respondeu.

Novo hospital

O ministro também anunciou neste sábado que o governo federal vai construir seu segundo hospital de campanha para tratar infectados com coronavírus em Manaus, devido ao avanço dos casos no Estado do Amazonas.

Mandetta afirmou que assinará a ordem de serviço para a construção do hospital no domingo.

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O governador Caiado, ao ser questionado sobre o encontro com Bolsonaro, afirmou não ser o momento de discutir brigas politicas.

— Não tem lógica numa hora dessas, com pessoas graves, pessoas morrendo, ficar discutindo isso — disse.

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