Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre
Agência Brasil
Demora da Câmara em votar projetos do Senado tem incomodado senadores

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cobrou, nesta terça-feira, "princípio de reciprocidade" da Câmara na votação de projetos aprovados pelos senadores. A referência dele foi especialmente ao projeto aprovado na semana passada que amplia o alcance do auxílio de R$ 600 que será pago pelo governo a trabalhadores informais e intermitentes durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Segundo Alcolumbre , ele já procurou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para pedir que a Casa analise as propostas que recebe do Senado.

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O amapaense afirmou que ligou para Rodrigo Maia (DEM-RJ), que preside a Câmara, para pedir reciprocidade na rapidez de votação de projetos, especialmente o que amplia a Renda Emergencial durante a pandemia da Covid-19.

Ao cobrar reciprocidade, Alcolumbre também afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra , só será votada no Senado por ser um projeto liderado pelo próprio Maia.


"Eu disse a ele: 'Rodrigo, vamos valorizar as iniciativas do Senado . Eu quero a mesma celeridade. Eu não quero protagonismo, não tenho projeto, não apresentei emenda. Quero reciprocidade'. E ele entendeu que as nossas manifestações são honestas, de coração, pedindo para que ele trate o Senado como nós tratamos a Câmara", reforçou Alcolumbre.

A demora da Câmara em votar os projetos vindos do Senado tem irritado alguns senadores, que se queixaram da situação durante a sessão desta terça-feira (7), especialmente em relação ao projeto de ampliação do benefício emergencial . Relator da proposta que ficou conhecida como "pacotão social", Esperidião Amin (PP-SC) se queixou que não tem sequer notícia de deliberação pela Câmara.

"Lembro também que estamos esperando que a Câmara delibere sobre o arranjo, a ampliação que nós fizemos na questão do auxílio emergencial e não tenho notícia de deliberação. De forma que não adianta nós nos apressarmos sem que haja pressa na corrente, ou seja, na cadeia produtiva da lei e do resultado da lei", disse o senador.

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) também pediu que Alcolumbre converse com Maia sobre a medida aprovada nesta noite, que socorre micro e pequenas empresas para evitar demissões em meio à crise do novo coronavírus.

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"Quero fazer um apelo aqui ao nosso Presidente Davi, que está de volta. Se a Câmara dos Deputados tratar esse projeto com a consideração que normalmente tem tido com os projetos que saem do Senado, esse projeto será morto pelo tempo, ele não vai acontecer na prática. Se a Câmara demorar 10% do que demorou até hoje para aprovar o fim do foro privilegiado, o projeto está morto. Se a Câmara demorar o tanto que demorou para aprovar aquele célebre trato que o senhor fez com Rodrigo Maia, de que nós teríamos um tempo par votar as medidas provisórias, o que nunca foi feito, o projeto está morto", cobrou Oriovisto.

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