Avião da Força Aérea Brasileira
Agência Brasil
Avião da Força Aérea Brasileira

Após os Estados Unidos terem enviado, nesta quarta-feira (1º), 23 aviões para buscar toneladas de equipamentos médicos na China, autoridades brasileiras também estudam formas de possibilitar uma viagem ao país asiático com objetivo de trazer esses materiais, necessários para o combate da Covid-19, para o Brasil, onde o estoque é limitado. Até o momento, a opção mais viável é o envio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). 

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"O Ministério da Saúde está realizando, de forma centralizada, compras de equipamentos de proteção para os profissionais que atuam no setor saúde e reforçando o apoio aos estados e municípios no enfrentamento da Covid-19 ", informou a pasta, que estuda o envio dos aviões , à Folha de S. Paulo , nesta quinta-feira (2). 

A maioria desses equipamentos estão sendo produzidos na China e a melhora na situação do país asiático no enfrentamento da Covid-19, traz boas notícias para a mercado desses produtos. "Com a retomada da produção na China, a expectativa é a normalização futura da oferta dos equipamentos, a adequação dos preços e a retomada da compra descentralizada”. Contudo, ainda há o problema de como trazê-los para o outro lado do mundo, já que, devido à Covid-19 , o transporte internacional – tanto por navio como por avião – está escasso. 

O Ministério da Saúde está estudando três estratégias para a busca desses produtos: voos comerciais regulares (o que, segundo a pasta, é difícil pela diminuição de voos), contratação de aviões cargueiros ou envio de aeronaves da FAB.

Enquanto a situação ainda é analisada no Brasil, os aviões estadunidenses já foram e voltaram da China trazendo 80 toneladas de equipamentos médicos , como 10 milhões de luvas, 1,8 milhão de máscaras, aventais e milhares de termômetros.

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“Hoje (1º) os Estados Unidos mandaram 23 aviões cargueiros dos maiores para a China, para levar o material que eles adquiriram. As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder fazer o abastecimento, muitas caíram”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), em entrevista coletiva nesta quarta (1º).


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