Witzel e governadores foram criticados pelo presidente.
Rogério Santana
Witzel e governadores foram criticados pelo presidente.

O governador do Rio, Wilson Witzel , em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, no Palácio Guanabara, disse que discorda do presidente Jair Bolsonaro sobre o fim do confinamento por causa da pandemia de novo coronavírus. Segundo ele, há 17 infectados em CTI e o número deve aumentar ao longo das próximas semanas. Ele argumentou que tomou as decisões ao ouvir especialistas, como o ministro da Saúde e da OMS.

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"Retomamos o diálogo, isso foi positivo. No momento, peço para que as pessoas fiquem em casa", disse o governador, negando que esteja em campanha eleitoral.

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Em reunião virtual com os governadores, na manhã desta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro bateu boca com o governador de São Paulo, João Doria. O presidente considera que Doria e Witzel estão usando o coronavírus para fazer política. Por outro lado, os governadores cobraram para que Bolsonaro dê o "exemplo" ao país.

Witzel não quis se aprofundar no atrito entre Doria e Bolsonaro. O governador argumentou que não é o momento de falar de política.  "Não vou me manifestar sobre a situação do presidente com o governador de São Paulo . Aqui me preocupo com o estado do Rio de Janeiro" disse.

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Os governadores também pediram ao presidente que inicie negociações com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para que o pagamento das dívidas dos estados com essas instituições seja adiado por até um ano.

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