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Alan Santos/PR
Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

O presidente Jair Bolsonaro pontuou que possui o poder de veto durante o evento em que a nova ministra da Cultura, Regina Durante, assumiu a pasta e reforçou que pretende usar a "carta branca" prometida. Com um discurso pacifista, a nova gestora da cultura nacional disse que tem como intuito dialogar com o setor cultural, estados e municípios, além do Parlamento e órgãos de controle.

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"Então, o convite que me trouxe até aqui falava em porteira fechada, carta branca. Não vou esquecer não, hein?", disse Regina . No entanto, Bolsonaro disse que apesar da concessão, em alguns momentos ele exerce o poder de autorizar ou não alguns nomes. "Eu já fiz em todos os ministérios. Até porque, para proteger a autoridade. Isso não é perseguir", disse.


A advertência dada por Bolsonaro à Regina foi contornado com a fala do presidente sobre manter uma amizade com a atriz que valoriza a cultura nacional. "Eu confesso que é um momento muito difícil, porque o que muitos têm na cabeça é que sou uma pessoa que está longe de amar a cultura".

Na visão de Bolsonaro , em governos anteriores, a cultura não atendia os anseios da população e era explorada sob motivações políticas. “Nós achamos uma pessoa certa que agora pode valorizar, por exemplo, a Lei Rouanet, que foi mal utilizada no passado”, disse o presidente. 

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Ao ingressar na sala de cerimônia, a atriz gesticulou como quem aguardava aplausos e fez um discurso de 15 minutos sobre o papel da diversidade da cultura brasileira. A nova ministra também defendeu valores familiares. 

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