Adriano da Nóbrega
Reprodução / Polícia Civil
Adriano Nóbrega morreu durante um confronto com a polícia no último domingo (9).


O Ministério Público (MP) da Bahia entrou com pedido na Justiça de Esplanada , no interior baiano, para que o Departamento de Perícia Técnica do Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro (IML) conserve o corpo do miliciano Adriano da Nóbrega para a realização de novos exames periciais.

O pedido foi feito pelos promotores Dario Kist e Gilber de Oliveira, que pedem que os restos mortais do ex-capitão do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) seja mantido "intacto". O documento foi enviado depois que o juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio, determinar nesta segunda-feira (17) que não é mais necessário conservar o corpo do ex-policial.

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A decisão de Kalil foi dada após o magistrado entender que Adriano não está envolvido em ação que acusa outros doze militares de envolvimento nas atividades do Escritório do Crime , milícia do Rio de Janeiro ligada ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes.

Familiares de Adriano da Nóbrega pedem na Justiça o direito de cremar o corpo do ex-capitão. O pedido, no entanto, foi negado na semana passada pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do Plantão Judiciário. A magistrada alegou ausência de documentos. A medida ainda está em vigor, mas impede apenas a cremação. O corpo pode ser sepultado.

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Nesta terça-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro também pediu que o corpo fosse conservado e defendeu uma "perícia independente". No fim de semana, Bolsonaro acusou a Polícia Militar da Bahia de "queima de arquivo". A organização está sob comando do governador Rui Costa (PT). Ele também disse que teme que aúdios podem ser inseridos no aparalho celular encontrado com Adriano com o objetivo de incriminá-lo.

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