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Agência Brasil
Presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido).

Governadores de 19 estados e do Distrito Federal divulgaram uma carta nesta segunda-feira criticando as últimas declarações do presidente Jair Bolsonaro , inclusive sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega , citado na investigação de "rachadinha" no gabinete do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ), na época em que ele ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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Os governadores afirmam que as afirmações de Bolsonaro se antecipam a "investigações policiais para atribuir fatos graves às condutas das polícias e de seus governadores, não contribuem para a evolução da democracia no Brasil".

Bolsonaro  disse no sábado que a responsabilidade pela morte de Adriano era da Polícia Militar (PM) da Bahia, estado governado por Rui Costa (PT). Em nota, o presidente afirmou que o caso é semelhante "à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário".

Adriano da Nóbrega , ex-capitão do Bope, estava foragido há um ano e foi morto durante uma operação da Polícia Militar da Bahia no começo deste mês. No mês passado, a família do miliciano foi acusada pelo MP de participar de um suposto esquema de rachadinha no gabinete do parlamentar, na Alerj. Em 2003, Flávio Bolsonaro homenageou Adriano com uma moção de louvor e congratulações da Alerj. O texto da moção de número 2.650/2003 dizia que o ex-capitão do Bope, que na época era primeiro-tenente, seria homenageado "pelos inúmeros serviços prestados à sociedade".

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A carta dos governadores cita também as declarações sobre tributos de combustíveis, que incomodou os chefes dos Executivos estaduais nas últimas semanas e convida Bolsonaro para o próximo Fórum Nacional de Governadores, que acontece no dia 14 de abril.

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