Hans River
Jane de Araújo/Agência Senado
Hans River durante depoimento à CPI das Fake News

Durante uma transmissão pela internet nesta quinta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez sobre o depoimento à CPI das Fake News de Hans River do Nascimento , ex-funcionário de uma empresa que fez disparos em massa pelo WhatsApp nas eleições de 2018. O presidente alegou que não fez comentários à imprensa sobre o ocorrido porque sua fala seria distorcida.

"Eu não falei com a imprensa ali fora porque vão distorcer completamente. Vocês viram o cara depondo na CPMI da Fake News, o que ele falou da repórter da Folha? Que vergonha. A Folha foi pra cima do cara."

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Hans prestou depoimento na última terça-feira. Nas declarações, ele insultou a jornalista Patrícia Campos Mello, da "Folha de S.Paulo", autora de reportagens sobre os envios de mensagens. Segundo Hans, ela teria sugerido que os dois saíssem em troca de informações para as reportagens. Patrícia desmentiu as acusações publicando trocas de mensagens entre os dois em 2018.

O presidente reclamou da forma como é tratado pela imprensa. "Quando falam de mim, qualquer coisa é verdade. A imprensa tem que vender a verdade, não pode dar opinião. Hoje em dia nem distorcem mais, inventam. Pegaram aqui a avó da minha esposa e arrebentaram com ela. O passado que ela teve esquisito também (risadas). Todo mundo tem alguém na família meio...Principalmente cunhado", declarou o presidente.

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Bolsonaro se referia a reportagens que informaram que, no passado, a avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, chegou a ser presa por tráfico de drogas. Na época, Bolsonaro afirmou que a primeira-dama estava “arrasada e abatida” com a publicação da história particular da família de Michelle.

Nesta quinta-feira, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPI das Fake News, apresentou um novo requerimento para convocar Hans River do Nascimento. Na justificativa da nova convocação, o senador, presidente do colegiado, apontou que uma nova vinda de Hans River é fundamental para esclarecer os fatos.

"Como Comissão de Inquérito, a CPMI das Fake News precisa zelar pelas informações prestadas por aqueles que são convocados ou convidados, bem como precisa ter fundamentos consistentes para a elaboração de um relatório final imparcial e sólido. Diante do exposto, acreditamos ser de fundamental importância para os trabalhos desta CPMI ouvir novamente o depoimento do acima nominado", justificou o presidente da comissão.

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