Queiroz e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Instagram
Queiroz movimentava dinheiro que seria repassado a Flávio

O ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, recebeu mais de R$ 2 milhões por meio de assessores indicados pelo filho do presidente Jair Bolsonaro quando ele ainda era deputado estadual na Assembleia Legislativo do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público do Rio, os pagamentos foram feitos por meio de 483 depósitos de 13 assessores. As informações constam no relatório da promotoria sobre a operação de buscas e apreensões conduzidas nesta quarta-feira (18).

As medidas cautelares do MP foram pedidas na investigação sobre lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público). Foram alvo das medidas os endereços de Fabrício Queiroz , ex-chefe da segurança de Flávio, seus familiares e ainda parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

Ainda segundo o MP, 69% desses R$ 2 milhões foi repassado por depósito bancário de dinheiro em espécie, mas também foram utilizados transferências e depósitos de cheques.

Funcionários fantasmas

Além de arrecadar o dinheiro dos salários dos servidores de Flávio Bolsonaro, Queiroz também tinha a função de indicar familiares e pessoas de sua própria confiança para cargos no gabinete de Flávio.

Entre os indicados estavam a própria esposa dele, Márcia Oliveira de Aguiar, que atuava como cabeleireira mas tinha cargo no gabinete de Flávio Bolsonaro. Ela, no entanto, jamais retirou o crachá funcional para acessar as dependências da Alerj.

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