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Segundo pesquisa do Datafolha, retomada da economia, no entanto, diminui a queda da popularidade do presidente, que é boa para 25% da população

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Marcos Corrêa/PR
Recuperação lenta da economia tem ajudado a diminuir queda da popularidade de Bolsonaro

Metade dos brasileiros avalia o combate à corrupção  do governo do presidente Jair Bolsonaro como ruim ou péssimo, diz pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (8). Em agosto deste ano, 44% da população tinha a mesma opinião. Os que dizem que o combate é bom ou ótimo caíram de 34%, em agosto, para 29% agora, em dezembro. A avaliação regular oscilou negativamente de 20% para 19% no mesmo período e 2% não souberam responder.

A recuperação lenta da economia, no entanto, tem ajudado o presidente a não perder tanto de sua popularidade. Os que aprovam a economia do governo do presidente passaram de 20% para 25%, enquanto ruim ou péssimo oscilou de 43% para 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A parcela que avalia a economia como regular caiu de 35% para 29% e 2% também não souberam responder.

Quando o assunto é o combate ao desemprego, a notícia também é favorável para o Planalto. Os que avaliam a atuação do governo na área como ruim ou péssima diminuíram de 65% para 59%. A avaliação de bom e regular oscilou positivamente de 13% para 16%, enquanto regular foi de 21% para 24%. Parcela de 1% dos entrevistados não soube responder.

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O Datafolha entrevistou 2.948 pessoas em 176 municípios do país na quinta (5) e na sexta (6). As entrevistas foram feitas pessoalmente, em locais de grande circulação. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais e o indíce é de 95%. Isso significa que os resultados refletem a realidade em 95% dos casos, considerando a margem de erro.

Principais problemas

A pesquisa ainda perguntou aos entrevistados quais áreas do governo eles consideram que tem mais problemas. Em primeiro lugar aparece a área da Saúde, citada por 19% deles. Educação vem em segundo lugar, com 14%, que é seguida por Segurança (13%), Desemprego (13%), Corrupção (8%) e Economia (8%).