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Luiz Henrique Molição é um dos presos na Operação Spoofing, que invadiu os celulares e aplicativos do ministro e de procuradores da Lava Jato

Moro falando em microfone arrow-options
Marcos Corrêa/PR
Ministro teve seu celular e aplicativos supostamente invadidos por hacker

A delação de Luiz Henrique Molição, um dos hackers suspeitos de ter invadido os celulares e aplicativos do ministro Sergio Moro , da Justiça e Segurança Pública, e de procuradores da Lava Jato foi validada nesta terça-feira (3). A homologação, feita pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, é necessária para que os investigadores continuem a buscar provas com base nas informações obtidas na delação.

Ao homologar o acordo de delação, o juiz considera que o delator não sofreu coação e confirma a punição negociada por ele com o órgão de investigação em troca das informações que forneceu.

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Estudante de direito, Molição foi preso em setembro, em Sertãozinho (SP), em uma das etapas da Operação Spoofing, da Polícia Federal. A força-tarefa foi deflagrada em julho para desarticular uma suposta organização criminosa que praticava crimes digitais. De acordo com as investigações da PF, o grupo teve acesso a contas do Telegram de autoridades.

Outro dos presos na operação, Walter Delgatti Neto, o Vermelho, que admitiu à Polícia Federal que entrou nas contas de procuradores da Lava Jato e disse ter repassado mensagens ao site The Intercept Brasil . O vazamento dele, segundo Delgatti, resultou na série de reportagens da Vaza Jato, que mostra que Moro, então juiz, cedeu informações privilegiadas às acusações do Ministério Público.