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Ideia do presidente Jair Bolsonaro é que o partido organize palestras e campanhas de 'conscientização' para evitar acusações de irregularidades

Bolsonaro rindo ao lado de seguranças arrow-options
Agência Brasil
Bolsonaro quer evitar ligações dele com seu antigo partido, o PSL

O Aliança Pelo Brasil , novo partido do presidente Jair Bolsonaro , vai dar cursos, palestras e organizar campanhas contra o uso de candidaturas laranjas dentro da sigla. A informação é da colunista Andréia Sadi e esse foi o motivo da crise que resultou na saída de Bolsonaro do PSL . O partido usou candidatas femininas para cumprir uma lei eleitoral que determina uma cota mínima do orçamento dos partidos para eleger mulheres.

De acordo com a advogada Karina Kufa, que será tesoureira do novo partido, o partido vai discutir o tema permanentemente. “Para as mulheres, vamos trabalhar ativamente na formação política delas. Cursos permanentes, palestras, teremos canal de denúncias para evitar fraudes de candidaturas femininas e faremos campanhas de conscientização buscando evitar a utilização de mulheres nesses expedientes, conhecido como candidaturas laranjas”, disse.

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A estratégia do novo partido é se afastar das investigações envolvendo o PSL, antigo partido do presidente, evitar que a sigla seja acusada de lançar candidaturas de fachada para desviar dinheiro do fundo eleitoral.

O principal nome do governo de Bolsonaro atrelado ao esquema é o do ministro do Turismo,  Marcelo Álvaro Antônio . Ele coordenou a campanha do PSL em Minas Gerais durante as eleições de 2018 e foi indiciado pela Polícia Federal por crime eleitoral de omissão na prestação de contas de campanha e crime de associação criminosa. O presidente do PSL, o deputado federal Luciano Bivar , também é alvo de investigações.