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O presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB), disse que vai assinar um ato nesta sexta-feira (22) que impede que o ditador chileno seja lembrado

Pinochet batendo continência arrow-options
Reprodução
O governo de Augusto Pinochet no Chile foi marcado pela violência e repressão política, sendo responsável pela morte e tortura de opositores

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Cauê Macris (PSDB), vai assinar nesta sexta-feira (22) um ato que impede a realização de uma homenagem ao ditador chileno Augusto Pinochet . O evento estava marcado para o dia 10 de dezembro na Assembleia, data em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos e o aniversário da morte do general. Em seu perfil no Twitter, Macris afirmou que o ato será publicado no Diário Oficial do Estado.

O pedido para a realização de um ato solene em memória de Pinochet foi feito pelo deputado estadual Frederico d'Avila (PSL) e estava marcado para às 18h. No site da Alesp, o evento já está marcado como "cancelado".

Durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), cerca de 3,2 mil pessoas foram mortas por agentes do Estado, das quais mais de 1,1 mil ainda estão desaparecidas. Outras 40 mil foram presas e torturadas por razões políticas.

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O ditador morreu em 2006 enquanto respondia a três processos judiciais por violações de direitos humanos e sonegação de impostos. Ele chegou a ser preso no fim da vida no Reino Unido, para onde fugiu em meio às acusações que sofria no Chile.

O pedido para a realização de um ato solene em memória de Pinochet foi feito pelo deputado estadual Frederico d'Avila (PSL), mas o evento já está como cancelado no site da Alesp.