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Flávio Bolsonaro é a segunda opção para o cargo caso o pai Jair decida não assumir a liderança formal do Aliança pelo Brasil, que está sendo criado

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José Dias/PR - 19.11.19
Após deixar PSL, Bolsonaro disse que 'por enquanto' é o presidente do novo partido

Após assinar a ficha de desfiliação do PSL  na tarde desta terça-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro disse que "por enquanto" ele será o presidente do Aliança pelo Brasil , partido que está sendo criado por ele. O lançamento da legenda ocorrerá na quinta-feira (21) em Brasília.

"Por enquanto, sou eu, mas também pode mudar. Na política tudo pode mudar", respondeu Bolsonaro se ele ou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, assumiria o comando da legenda.

O anúncio da desfiliação do presidente foi feito nesta tarde pelos advogados Karina Kufa e Admar Gozanga, após se reunirem com o presidente por mais de uma hora no Palácio do Planalto.

Karina disse que enviaria o comunicado ao PSL ainda nesta terça-feira e, sem seguida, ao juiz da zona eleitoral onde Bolsonaro vota no Rio. Entretanto, a ficha de desfiliação não havia chegado até o início desta noite.

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Embora anunciado na semana passada, o desligamento de Flávio do PSL foi formalizado nesta terça-feira.

"O presidente está se desfiliando hoje do PSL. Vamos fazer a convenção na quinta-feira e tocar o partido para frente", disse Gonzaga.

De acordo com os advogados, não há empecilho para que Bolsonaro assuma a presidência do partido. A executiva que terá 15 integrantes será anunciada na quinta-feira.

Conforme o GLOBO antecipou, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) pode ganhar o comando do novo partido político que está sendo formado pelo pai. Ele é a segunda opção para assumir a presidência do Aliança pelo Brasil, caso o presidente Bolsonaro, que é a expectativa da maioria dos apoiadores, decida não ocupar a liderança formal da sigla que está sendo gestada para aglutinar apoiadores do bolsonarismo.

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A estratégia que vem sendo discutida na criação do Aliança pelo Brasil é Bolsonaro assumir a presidência de seu novo partido e, imediatamente, se licenciar, passando o comando para Flávio. Bolsonaro, então, seguiria como uma espécie de presidente de honra.