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Investigações na esfera civil e criminal que não utilizam dados de relatórios fornecidos pelo antigo Coaf envolvem nomes de Flávio e Carlos Bolsonaro

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Reprodução/Instagram
Queiroz e Flávio Bolsonaro

O julgamento sobre compartilhamento de dados de órgãos de controle a ser realizado no Supremo Tribunal Federal (STF) na nesta quarta-feira (20) pode colocar em xeque o caso Queiroz, uma das maiores polêmicas envolvendo a família Bolsonaro .

Apesar disso, a decisão sobre a suspensão de investigações que envolvam relatórios com dados bancários detalhados sem autorização judicial não atua diretamente em alguns dos casos envolvendo Flávio, Carlos e o próprio Queiroz .

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as suspeitas que pairam sobre Queiroz e Flávio Bolsonaro também são analisadas por meio de apuração cível. O vereador Carlos Bolsonaro também é alvo de uma apuração criminal e outra cível por causa de casos de funcionários laranja no gabinete dele na Câmara.

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A suspensão dos inquéritos foi determinada por Toffolli com justificativa na lei complementar 15/2001, que pontua que os dados trocados entre instituições financeiras e Receita Federal identifiquem apenas titulares de contas e movimentação mensal financeira.

A identificação feita nos relatórios de instrução da investigação a pedido da Promotoria do Rio de Janeiro detalhava dados como agência bancária, horários de saques e depósitos e quantidades de depósitos feitas entre junho e julho de 2017.

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Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão de Fabrício Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O MP apura se havia a prática de "rachadinha" no gabinete de Flávio, ou seja, quando parte dos funcionários são obrigados a devolver parte dos salários.