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Dirigentes ligados a Bivar avaliam que há "elementos suficientes" para que o filho do presidente perca o mandato de deputado federal; entenda

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro

A cúpula do PSL vai analisar, no próximo dia 26, cinco pedidos de expulsão do deputado Eduardo Bolsonaro (SP) por infidelidade partidária. Dirigentes ligados ao presidente do partido, Luciano Bivar, avaliam que "há elementos suficientes" para que o deputado perca o mandato. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

" Eduardo Bolsonaro é quem tem mais elementos para ser expulso do partido. Na próxima semana, o PSL se reúne para definir o futuro dele e de outros deputados que foram denunciados no Conselho de Ética", afirmou Júnior Bozzella (PSL-SP), do grupo de Bivar.

"Eduardo é um dos principais atores dessa trama. É uma das situações mais graves para o Conselho de Ética avaliar", afirmou o senador Major Olimpio (PSL-SP). "Quem quiser sair que saia, mas o mandato é do partido. Não tem conversa", disse a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso.

Nesta terça-feira, em reunião com um grupo de parlamentares no Palácio do Planalto, Bolsonaro anunciou que ele e o senador Flávio Bolsonaro deixariam o PSL para fundar um novo partido, o "Aliança pelo Brasil". Depois disso, o PSL destituiu os diretórios do Rio e de São Paulo e afastou Flávio e Eduardo da sigla nos estados. 

Para os parlamentares ouvidos pelo jornal, o filho do presidente "tramou" contra Bivar para tirá-lo comando do PSL, questionou a prestação de contas do partido e incentivou a desfiliação ao anunciar que criaria a Aliança pelo Brasil.