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Caso acordo aconteça, sigla terá força expressiva tanto na Câmara quanto no Senado: além das duas presidências, serão 80 deputados e nove senadores

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Montagem
Nos bastidores, Bivar já conversa com Maia sobre possível fusão entre as legendas

A possível saída do presidente  Jair Bolsonaro do PSL pode trazer de volta à pauta do partido uma questão que vinha sendo deixa em segundo plano pela legenda: uma fusão com o DEM, partido que tem, entre outros integrantes, os presidentes da Câmara e do Senado.

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Segundo informações do blog da jornalista Andreia Sadi, o presidente do PSL , Luciano Bivar, tem mantido conversas com Rodrigo Maia nos bastidores para que a possibilidade se torne realidade. O objetivo seria garantir que a sigla não fará oposição ao governo e que seguirá como é atualmente: liberal e com agenda econômica clara.

A continuidade da pauta depende da definição sobre o futuro de Bolsonaro porque os dois lados preferem se "manter longe" da briga que surgiu após o desentimento do presidente com Bivar . Ainda de acordo com a publicação, líderes do DEM avaliam que as tratativas poderiam dar a falsa impressão de que estariam se posicionando de forma contrária ao governo.

Um ponto a favor da fusão é a boa relação que alguns dos 'caciques' do DEM têm com Bivar e outras lideranças do PSL, inclusive o próprio Bolsonaro. Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e ACM Neto, prefeito de Salvador-BA, são dois nomes fortes do Democratas com bom trânsito na outra sigla e que podem facilitar as conversas.

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Caso o acordo aconteça, DEM e PSL teriam força expressiva tanto na Câmara quanto no Senado, mesmo com as possíveis saídas de integrantes que acompanhariam Bolsonaro em sua nova sigla: além das duas presidências, somariam 80 deputados, nove senadores e um fundo partidário considerável.