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Até o momento, manifestantes se reúnem em tranquilidade no local, à espera do ex-presidente Lula. Entre apoiadores estão policiais federais à paisana

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Reprodução/Mídia Ninja
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está arrumando as malas. O petista está preso desde o ano passado na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

O entorno do prédio da Polícia Federal, em Curitiba está em clima de vigília. Isso porque hoje é o possível dia da soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , detido desde o ano passado. Até o momento, manifestantes se reúnem em tranquilidade no local à espera de Lula .

Ainda no período da manhã, manifestantes entoaram um 'bom dia' coletivo, por volta das 9h. Dois policiais federais à paisana entrevistados pela Folha disseram que compraram camisetas com as estampa de Lula na feira montada dentro da vigília. "Pode ser o último dia, aproveitei para comprar. Não é todo mundo que apoia o governo", disse o escrivão Farley Dias, de 43 anos. 

Desde a manhã desta sexta-feira (8) que alguns grupos estão reunidos no local com manifestações e cantorias. A vigília foi montada em frente ao prédio em abril do ano passado, quando o petista foi preso. 

A expectativa era que ao menos 500 militantes circulassem pelo local no período da tarde, além de caravanas do interior do estado. Segundo informações da Folha de São Paulo, no final da manhã caminhões com estruturas de palco estacionaram em frente ao local.

Alvará de soltura

O juiz Danilo Pereira Júnior determinou nesta sexta-feira (8) a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois que o Supremo Tribunal Federal determinou que a execução antecipada de pena em segunda instância passou a ser inconstitucional. 

"Determino, em face das situações já verificadas no curso do processo, que as autoridades públicas e os advogados do réu ajustem os protocolos de segurança para o adequado cumprimento da ordem, evitando-se situações de tumulto e risco à segurança pública", escreveu Pereira Júnior, que atua na 12ª Vara Federal de Curitiba em substituição da juíza Carolina Lebbos, que está de férias.