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Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal comentou decisão do STF como negativa diante de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro

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Rosinei Coutinho/SCO/STF - 25.9.19
Fachin votou contra tese que pode anular condenações da Lava Jato

O relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) , ministro Edson Fachin , disse nesta quinta-feira que o país perde um importante mecanismo de combate à criminalidade com a derrubada das prisões em segunda instância.

"Evidente que se altera um mecanismo que considero importante. Creio que, do ponto de vista dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, deixamos de ter um mecanismo relevante e importante, e em meu modo de ver constitucional. Mas isso não significa que todos os esforços para que haja o devido combate (aos crimes) nos termos constitucionais deixarão de ser feitos", afirmou Fachin .

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Fachin ponderou que, como relator da Lava-Jato, continuará atuando da mesma forma. "Nós, de modo algum, entendemos que há, do ponto de vista substancial, um prejuízo a esse esforço que tem sido feito. Cada parte dessa engrenagem deve fazer o que lhe compete. Aqui no STF, a relatoria desta operação (Lava-Jato) continuará a fazer o que estamos a fazer, que é promover a responsabilização quando for o caso, e a absolvição também, quando couber", disse.


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