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Defesa se reuniucom ex-presidente na superintendência da PF nesta sexta-feira; advogados argumentam que petista foi vítima de 'lawfare'

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Theo Marques / FramePhoto / Agência O Globo - 15.8.19
Ex-presidente Lula

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a soltura do petista à Justiça Federal nesta sexta-feira (8), devido a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que barrou prisões após a segunda instância na noite desta quinta. 

Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Martins se reuniram com Lula na superintendência da PF nesta sexta e, logo depois, levaramo pedido à Justiça. A defesa diz ainda que a decisão do STF reforça que o ex-presidente está "há injustamente e de forma incompatível com a lei e com a Constituição". 

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"Levaremos ao juízo da execução um pedido para que haja sua imediata soltura com base no resultado desse julgamento do STF, além de reiterarmos o pedido para que a Suprema Corte julgue os habeas corpus que objetivam a declaração da nulidade de todo o processo que o levou à prisão em virtude da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, dentre inúmeras outras ilegalidades", diz a nota. 

Os advogados argumentam ainda que Lula foi vítima de "lawfare", o uso estratégico do direito para "fins de perseguição política". 

primeiro ato que o ex-presidente planeja fazer ao ser libertado será em Curitiba, em frente à Polícia Federal. O petista quer cumprimentar e prestar uma homenagem aos simpatizantes que ficaram em vigília no local durante um ano e sete meses. A expectativa é que também ocorra um comício em São Paulo ou São Bernardo do Campo, em seguida.


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