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Maioria era alinhada ao grupo do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. Destituição foi primeiro ato realizado por Eduardo após liderança

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Coleta de assinaturas das duas alas do partido geram impasse no PSL, mas Eduardo conseguiu liderança.

Após assumir o lugar de Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL ,  Eduardo Bolsonaro  (SP) destituiu 12 vice-líderes. A maioria era alinhada ao grupo do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar.

Saíram do cargo Charlles Evangelista (MG), Coronel Tadeu (SP), Daniel Silveira (RJ), Felício Laterça (RJ), Heitor Freire (CE), Joice Hasselmann (SP), Julian Lemos (PB), Júnior Bozzella (SP), Nelson Barbudo (MT), Nereu Crispim (RS), Nicoletti (RR) e Professora Dayane Pimentel (BA).

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Nesta segunda-feira (21), a ala do PSL ligada ao presidente Jair Bolsonaro deflagrou uma guerra contra o grupo bivarista. Os aliados de Bolsonaro apresentaram duas listas para tentar garantir a liderança do PSL na Câmara nas mãos de Eduardo. Waldir foi destituído pela manhã, quando foi apresentada a primeira lista. 

Aliados de Waldir, no entanto, entraram com outro pedido para que o deputado assumisse novamente o posto. Uma terceira lista, de aliados de Eduardo, foi apresentada. Se as assinaturas forem confirmadas, ela vai se sobrepor à segunda relação. Para o jurídico da Câmara, a liderança é definida pela lista mais recente.

Nesta segunda-feira (21), Eduardo evitou se posicionar como líder, já que a batalha política continua. "Uma hora os deputados vão parar de assinar as duas listas ou parar de assinar uma lista," disse.