Bolsonaro
Antonio Cruz/ Agência Brasil
Apesar do generoso fundo partidário, PSL, partido de Bolsonaro, funciona em só 25% das cidades

Além das disputas internas, que racharam o partido em dois grupos, o PSL terá de superar outra barreira para emplacar o desejado projeto de expansão pelo país: a presença ainda tímida nas cidades. Apesar de receber R$ 8,3 milhões mensais do fundo partidário, a legenda do presidente Jair Bolsonaro não tem diretórios municipais constituídos ou está com a estrutura partidária suspensa por falhas nas prestações de contas ou outras irregularidades em 75% das cidades brasileiras, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Somados, a crise política e a baixa capilaridade têm potencial para frear um ritmo de crescimento que tendia a ser acelerado, a julgar pelo resultado das urnas em 2018 — vitória presidencial, segunda maior bancada na Câmara e governadores eleitos em Santa Catarina, Rondônia e Roraima.

Com 30 prefeitos vitoriosos em 2016, o PSL está formalmente presente em 1.656 dos 5.570 municípios do país. Dentro desse universo, há ainda 272 diretórios suspensos pelo TSE — o motivo mais comum é a não apresentação da prestação de contas no prazo estipulado pela lei. Desta forma, restam 1.384 cidades — um quarto do Brasil — em que a sigla tem representação formal, sem nenhuma objeção.

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