Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci .
Antonio Cruz/Agência Brasil - 02.01.2011
Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci .

O ex-ministro Antonio Palocci delatou o mesmo crime em dois acordos de delação premiada. O suposto vazamento de informações sigilosas a respeito de mudanças na taxa básica de juros da economia em troca de benefícios na Justiça Federal do Paraná e, em seguida, o mesmo caso em um acordo de colaboração homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Como Palocci falou sobre o envolvimento do banco BTG Pactual como suposto beneficiário nas operações, o empreendimento foi alvo de duas operações realizadas por equipes diferentes da Lava Jato em menos de dois meses.

A defesa se André Esteves, banqueiro e sócio do BTG, foi ao Supremo Tribunal se queixar da investigação de um mesmo crime em duas jurisdições. A apuração dobrada, por uma mesma equipe, não é permitida por lei. Diante desse cenário, advogados solicitaram a anulação da 64ª fase da Lava Jato do Paraná. O ocorrido pode comprometer a apuração de suspeitas envolvendo o BTG.

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O Supremo ainda não definiu uma posição sobre o pedido, segundo informações apuradas pelo Uol. A defesa de Palocci disse ao Uol que não pode comentar o conteúdo das delações do ex-ministro, por se tratar de um assunto sigiloso. 

Os advogados de defesa negaram, no entanto, que Palocci tenha sido beneficiado duplamente por delatar crimes em duas jurisdições diferentes sobre o mesmo caso. 

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