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Delegado Waldir disse que Polícia Federal está enfraquecida e que governo trabalhou para isso, assim como para o enfraquecimento da Lava Jato

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO) removeu cinco vice-líderes ligados a Bolsonaro

O líder do PSL , Delegado Waldir (GO), disse na manhã desta sexta-feira (18) que
o grupo ligado ao presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, vai divergir de
algumas pautas do governo no Congresso. Perguntado sobre uma possível retaliação caso
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) assuma a liderança do partido na Câmara, ele disse que o
governo Jair Bolsonaro enfraqueceu a Polícia Federal.

“Antes de conhecer o presidente, antes de qualquer coisa, eu pessoalmente, outros deputados, nós temos nossas pautas. Nós somos defensores da família, da pátria, do
combate à corrupção. Nós vamos divergir do governo sim em alguns itens. Por exemplo,
o governo trabalhou pelo enfraquecimento da Polícia Federal, da Lava Jato . Não quer
uma CPI Lava-Toga”, disse Waldir.

Leia também: "Traição é o 'modus operandi' do governo Bolsonaro", dispara Joice Hasselmann

O deputado acrescentou que o ministro da Justiça, Sergio Moro, sofre retaliações de
Bolsonaro. As declarações de Waldir foram dadas na portaria da sede nacional do PSL,
que realiza convenção nesta sexta-feira.

Waldir diz que foi " apunhalado " e que não criou "essa crise". Ele comparou ainda a
luta interna ao confronto entre Davi e Golias. Segundo ele, o governo tem um poder
pressão muito grande.

“Me senti traído. Sou companheiro dele ( Bolsonaro ) desde 2013 (...) Me vejo traído
pelo presidente da República, tentando me tirar da liderança e do comando do
diretório de Goiás”, disse.