José Guimarães no plenário da Câmara
Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados - 10.8.2016
José Guimarães foi inocentado de acusações às quais ofensor se refere

O deputado José Guimarães (PT-CE) foi hostilizado na última segunda-feira (30) pelo homem que estava sentado ao seu lado em um voo de Fortaleza para Brasília. Gilberto Alves Júnior filmou as ofensas que fez ao deputado e o vídeo viralizou nas redes sociais.

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“É o Zé Guimarães, do PT, que roubou o Brasil inteiro. Mandou dinheiro para Cuba, para a Venezuela, apareceu na televisão com dinheiro na cueca. Cadê o dinheiro que estava na cueca?”, diz Alves Júnior na filmagem. No vídeo é possível ver que José Guimarães não responde e também grava a cena com seu celular. “É contigo mesmo, deputado, que eu estou falando. Cadê? Não vai se defender, não? O senhor não tem vergonha de roubar o Brasil, não?”, cobra o ofensor.

Ele se referia principalmente ao episódio de 2005 em que José Adalberto Vieira, então assessor de Guimarães, foi flagrado com 100 mil dólares na cueca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que Guimarães, que é irmão do ex-deputado José Genoíno (PT-SP), não tinha responsabilidade no caso.

Na saída do voo, o homem foi levado à sede da Polícia Federal no aeroporto e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência. O deputado formalizou a denúncia e um pedido de instauração de inquérito por danos morais, injúria e difamação foi encaminhado à procuradoria da Câmara dos Deputados.

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José Guimarães se manifestou em seu perfil do Twitter defendendo-se das acusações feitas por Gilberto Alves Júnior. “O vídeo em que fui covardemente agredido é repleto de fake news”, afirmou. “Assim sendo, minha assessoria jurídica coletará todos os ataques virtuais que sofri, a fim de que as medidas cabíveis tomem forma”.

O PT divulgou uma nota em solidariedade ao deputado. “É mais um ataque da extrema-direita colérica, contra um parlamentar que ao longo dos anos vem defendendo a democracia e os direitos do povo”, diz o texto assinado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

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