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Atual subprocurador-geral é professor de direito na Universidade de Brasília e não faz parte da lista tríplice enviada pelo CNMP à Presidência

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Foto: Agência O Globo
Subprocurador da República, Augusto Aras é o escolhido por Bolsonaro para chefiar a PGR


O presidente Jair Bolsonaro indicou o subprocurador-geral da República Augusto Aras, de 60 anos, para a vaga de chefe da Procuradoria Geral da República. O cargo, atualmente ocupado por Raquel Dodge, depende da escolha do Presidente, mas só passa a ser ocupado depois que o Senado aprovar a opção.

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O subprocurador se tornou um dos favoritos ao cargo depois de consulta de Bolsonaro a senadores mais próximos, que deram sinais de que o nome passaria mais fácil pela aprovação da casa legislativa. Ele, porém, não estava na lista tríplice encaminhada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Em entrevista à Folha de São Paulo em agosto, Aras afirmou que pretende chamar o subprocurador-geral Eitel Santiago de Brito Pereira para ser secretário-geral da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele foi candidato a deputado federal no ano passado, pelo PP, mas não se elegeu.

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"Eu começaria no plano administrativo convidando (para ser secretário-geral) o colega Eitel Santiago de Brito Pereira, que, uma vez aposentado, se candidatou a deputado federal pela Paraíba e como tal apoiou o candidato Bolsonaro e fez um dos discursos mais inflamados contra o atentado que sofreu o presidente ", afirmou Aras ao jornal, em referência à facada que o presidente sofreu em Juiz de Fora, durante a campanha eleitoral.

O indicado de Bolsonaro, porém, não é bem visto por alguns aliados, incluindo a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que iniciaram uma campanha nas redes sociais contra a indicação. As mensagens reproduziam uma entrevista concedida pelo subprocurador à TV Câmara de Salvador, em 2016, em que ele afirmava que “essa política do medo tem consequências desastrosas, que é o crescimento de toda (…) uma doutrina de direita, uma direita radical”.