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Presidente diz que francês o chamou de mentiroso e questionou soberania brasileira: "para aceitar, mesmo que seja de boa intenção, só quando retirar"

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Carolina Antunes/PR
Presidente afirmou que só tratará sobre o tema quando Macron se desculpar

Após o governo brasileiro confirmar, na noite desta segunda-feira (26), que  vai recusar a ajuda oferecida pelo G7, grupo dos países mais ricos, para o combate aos incêndios florestais na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro disse que aceita o dinheiro, mas apenas se o presidente francês Emmanuel Macron se desculpar por insultos feitos a ele.

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“Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia. Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras e daí a gente pode conversar”, declarou Bolsonaro .

A fala veio após comunicado da assessoria do Palácio do Planalto rejeitando a oferta de 20 milhões de dólares feita pelos países que compõem o G7 . A maior parte da verba serviria para enviar aviões para combater os focos de incêndio na Amazônia . Fontes de dentro do governo Bolsonaro disseram que a oferta foi considerada uma tentativa de Macron de se capitalizar politicamente em cima do tema. 

Apesar do texto ter sido divulgado pela assessoria, o presidente Bolsonaro se irritou quando foi questionado, ressaltando que não foi ele quem recusou a ajuda financeira. Entretanto, apontou que só iniciará qualquer conversa com o presidente francês após o pedido de desculpas: "Primeiro ele retira, depois oferece a ajuda. Dai eu respondo".

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