Em postagem nesta quinta-feira, Flordelis pediu que justiça faça seu trabalho e lamentou ataques que vem recebendo
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Em postagem nesta quinta-feira, Flordelis pediu que justiça faça seu trabalho e lamentou ataques que vem recebendo

A polícia tem fortes indícios de que duas armas foram utilizadas para matar o pastor Anderson do Carmo, na madrugada do último dia 16 de junho. Através do depoimento de uma testemunha, os investigadores já sabem que, no momento do crime, uma segunda arma se encontrava na residência. Agora, investigam se mais uma pessoa apertou o gatilho, além de Flávio dos Santos, um dos filhos da deputada Flordelis que está preso.

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A suspeita de uma segunda arma surgiu após o depoimento do médico legista, que examinou o corpo de Anderson. Ele foi assertivo em seu relatório: "Tudo indica que a vítima foi alvejada por mais de seis tiros, já que foram encontradas 30 lesões no corpo". A arma encontrada no quarto de Flávio, e utilizada no crime, tem capacidade para 17 disparos. O laudo ressaltou que alguns ferimentos poderiam ser de entrada e saída do mesmo tiro, mas somente seis disparos, conforme alegação de Flávio - de que deu essa quantidade de tiros -, não teriam feito 30 perfurações.

A partir disso, os investigadores se debruçaram sobre o depoimento para saber se outra arma estava na residência. Através do relato de um motorista de aplicativo, eles souberam que Lucas Santos, segundo filho de Flordelis preso por envolvimento na morte do pastor, deixou uma outra arma na casa, dez minutos antes do crime.

Câmeras de segurança mostraram a movimentação de pessoas na noite do assassinato . Elas flagram Lucas descendo de um carro às 3h08, carregando uma mochila. Dez minutos depois, ele retorna ao veículo, que segue viagem. Às 3h25, o pastor chega na residência e é morto na garagem, onde não há imagens.

Quem dirigia o carro para Lucas era X, 37 anos, um amigo que fazia o serviço de transporte sempre que solicitado. Ele relatou que Lucas era traficante e o buscou no Morro da Cocada, em Niterói. Naquela noite, Lucas, também conhecido como Pirulito, queria uma corrida para o baile do Eucalipto, no mesmo município.

No caminho, pediu para o veículo parar na casa da sua mãe, a deputada Flordelis . "Lucas desceu com a mochila que portava,(...) na mochila tinha dinheiro, drogas e provavelmente uma arma ", contou X., em depoimento.

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Ajuda da Interpol

A Polícia Civil tenta rastrear agora o histórico da pistola encontrada no quarto de Flávio. A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo enviou um ofício à Interpol (órgão de cooperação entre polícias de diferentes países), no dia 31 de julho, pedindo dados sobre o rastreamento da pistola de calibre 9 milímetros fabricada pela empresa argentina Bersa.

O documento, ao qual o Extra teve acesso, foi assinado pela delegada Bárbara Lomba, titular da DH de Niterói e São Gonçalo. A polícia ainda não recebeu resposta. A arma do crime foi encontrada por policiais durante uma busca e apreensão feita na casa da família, em Pendotiba, dois dias após o crime.

De acordo com informações da Polícia Civil, a pistola estava em cima de um armário. Flávio está preso, acusado de ter matado Anderson , que era seu padrasto. Flávio confessou o crime. Um exame pericial confirmou, ainda, que um pelo encontrado na arma era do rapaz. Lucas Cézar dos Santos de Souza, filho adotivo de Flordelis e Anderson, é acusado de ter auxiliado o irmão na compra da arma.

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De acordo com depoimentos de Flávio e de um motorista de aplicativo, Lucas foi até a favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, junto com Flávio, para comprar a pistola. Lucas alega que não sabia que a arma seria usada no crime.

Após conclusão da primeira parte das investigações, que terminou com o indiciamento de Lucas e Flávio, a DH abriu outro inquérito para apurar o envolvimento de outras pessoas da família no crime.

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