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Rafael Sousa de Campos foi requisitado pela deputada Alana Passos e disputou eleições em Duque de Caxias; PM ameaçou vítima de morte

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Divulgação
O PM Rafael Sousa de Campos

O segundo sargento da Polícia Militar Rafael Sousa de Campos, que atende pelo nome político de Rafael Simplesmente Amigo, está nomeado na 1ª Vice-Liderança do PSL na Alerj. O PM foi condenado por extorsão, em 25 de fevereiro de 2018, a seis anos e oito meses de prisão. Ele recorreu e, agora, responde em liberdade.

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Rafael foi requisitado pela deputada estadual Alana Passos ( PSL ) em ofício enviado ao presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), em 31 de julho, ao qual a Coluna teve acesso. Além do salário de policial, ele tem função gratificada de Auxiliar I, cujo salário é de R$ 5.486,76.

'Pode comprar caixão e avisar a família'

A condenação ocorreu porque Rafael Sousa de Campos tentou cobrar, em 2011, uma dívida de R$ 40 mil. O PM marcou um encontro em uma lanchonete, em Duque de Caxias, e ameaçou a vítima de morte. “Pode comprar o caixão e pode avisar a sua família que eu vou te matar, vou te atropelar!”, teria dito o PM, segundo o processo. Desesperada, ela pediu “paciência” ao policial porque venderia a casa para quitar o valor. “Paciência é o que eu não tenho”, respondeu Rafael, segundo a ação judicial. Ele também não aceitou o imóvel como pagamento.

Policial será exonerado esta semana 

Procurada, Alana Passos, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que a indicação de Rafael Sousa de Campos foi do também deputado estadual do PSL, Marcelo do Seu Dino, seu colega de bancada. Já o parlamentar disse, inicialmente, que iria apurar o caso para tomar providência porque até então não sabia da condenação do PM . Em novo contato com O Dia , ele ressaltou ter confirmado a condenação do policial. Tanto Alana quanto Marcelo anunciaram a exoneração do policial.

Disputou as eleições em 2012 e 2016

Rafael Sousa de Campos, de 42 anos, é de Duque de Caxias. Na cidade da Baixada Fluminense, tentou se eleger vereador, em 2016, pelo PTC. Teve 1.271 votos e ficou na suplência. Ele declarou não ter bens na Justiça Eleitoral. O PM também disputou uma vaga na Câmara de Caxias, em 2012, pelo PSDC, sem sucesso. O Dia não conseguiu contato com Rafael. Ele negou o crime de extorsão no processo.