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"Essa proximidade, quando a gente consegue dialogar e os deputados trazerem suas demandas, isso ajuda", comemorou o presidente da Câmara

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Maia celebra relação entre governo e Congresso: "Estamos mais próximos"

Após a aprovação do texto principal da reforma da Previdência em segundo turno, na madrugada desta quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o governo está mais próximo do Congresso Nacional. A proposta foi aprovada por 370 votos a favor e 124 contra.

"O governo está mais próximo, o ministro Onyx (Lorenzoni da Casa Civil) está mais próximo, os ministros estão discutindo os temas. Essa proximidade, quando a gente consegue dialogar e os deputados trazerem suas demandas, isso ajuda", disse Maia

O parlamentar citou atrasos nos repasses do Minha Casa, Minha Vida. O governo teve que prometer resolver os problemas no programa para votar a reforma no segundo turno.

"Estamos aí com problema na área de habitação no Minha Casa Minha Vida, com alguns atrasos. O ministro hoje (terça-feira) atendeu os deputados explicando onde que estava o problema: uma parte era orçamento, uma parte é burocracia. O próprio presidente da Caixa (Pedro Guimarães) esteve com a gente também explicando essa questão", disse.

Maia afirmou ainda que decidiu deixar a votação dos destaques (propostas para alterar pontos do texto) para quarta-feira pois não queria “sobrecarregar o dia”. Ele afirmou ainda que a votação deve começar por volta das 11h e terminar perto das 22h.

Maia cancelou as comissões que se reuniriam na quarta para que os deputados foquem na Previdência. O presidente da Câmara disse não acreditar que os deputados votaram a favor da reforma devido à liberação de recursos pelo governo. A gestão Bolsonaro enviou um projeto de lei para abrir um crédito suplementar de R$ 3,041 bilhões no Orçamento em favor de diversos órgãos do Poder Executivo e bancar emendas parlamentares.

"Acho que governo atender municípios na área de saúde, educação é fundamental na crise que vivemos, afirmou Maia .