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De Lula a Eike Batista, alvos da operação passaram por transformações em suas aparências físicas durante o período encarcerados; confira as fotos

Nas redes sociais, grupos de direita frequentemente compilam imagens com o "antes e depois" de estudantes que ingressam em universidades públicas. Mas não só essas instituições federais que promovem transformações na aparência das pessoas.

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Considerada uma das maiores iniciativas contra a corrupção de toda a história, Operação Lava Jato prendeu uma série de políticos, servidores públicos e empresários poderosos ao longo de cinco anos. 

No país que ficou famoso pela impunidade, confira como o cárcere transformou figuras conhecidas:

João Santana

O ex-marqueteiro de campanhas do PT João Santana e sua mulher, Mônica Moura, tiveram a prisão decretada em fevereiro de 2016, na 23ª fase da Lava Jato, a Operação Acarajé. Eles foram soltos seis meses mais tarde, após pagarem fiança de quase R$ 31 milhões. Na semana passada, João Santana prestou depoimento à CPI do BNDES, na Câmara, onde revelou novo visual, com cabelo e barba grandes.

Geddel Vieira Lima

O ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer (MDB) é lembrado por muitos em razão de seu 'bunker' com R$ 51 milhões. O valor foi apreendido em setembro de 2017 pela Polícia Federal, em Salvador. Àquela altura, Geddel Vieira Lima já havia sido preso uma vez, em julho daquele mesmo ano, em razão de denúncias feitas pelo lobista Lúcio Funaro a respeito de esquema em fundos de pensão geridos pela Caixa. Naquela ocasião, o ex-ministro passou apenas cinco dias preso na Superintendência da PF em Brasília – tempo suficiente para que seu cabelo fosse raspado. Geddel voltou a ser preso três dias após a descoberta de seu 'bunker' e permanece até hoje na Penitenciária da Papuda.

Lúcio Funaro

Homem-bomba para diversos integrantes da cúpula do MDB, o economista Lúcio Funaro foi preso em 2016, no âmbito da Operação Sépsis, o desdobramento da Lava Jato para apurar crimes nos fundos de pensão da Caixa. Já com cabelo raspado, fechou acordo de delação premiada, implicando nomes como Michel Temer, Eduardo Cunha e Moreira Franco, Funaro deixou a cadeia para cumprir prisão domiciliar, em dezembro de 2017 .

Rodrigo Rocha Loures



Ex-deputado e ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures (MDB) foi um dos principais personagens do maior escândalo do governo Temer. Ele foi flagrado pela Polícia Federal recebendo R$ 500 mil em mala entregue por um executivo do grupo J&F, em São Paulo. Ele foi preso em junho de 2017 e sua defesa chegou a pedir à Justiça que ele não tivesse a cabeça raspada na cadeia . Ainda hoje preso na Papuda, Rocha Loures apareceu em depoimentos com cabelo um pouco mais curto daquilo que era seu habitual, e com a barba por fazer.

Eike Batista

Outrora homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista foi preso no fim de janeiro por conta de investigações da Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Ele foi solto cerca de três meses mais tarde, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preso desde abril do ano passado em uma sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. As acomodações do ex-chefe da República são bem mais confortáveis que as dos demais presos da Operação Lava Jato, e Lula já disse, em entrevista ao jornal Zero Hora , que "vai sair melhor do que quando entrou". Por outro lado, a defesa do ex-presidente de 73 anos já mencionou a idade avançada do petista como argumento para a progressão do regime do ex-presidente, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduzir sua pena.

Sérgio Côrtes

Ex-secretário de Saúde do governo Sergio Cabral (MDB) no Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes já foi preso duas vezes. A primeira dela se deu em abril de 2017, devido a esquema no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Côrtes passou dez meses na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, mas foi solto pelo ministro Gilmar Mendes. O ex-secretário voltou a ser companheiro de cadeia de Cabral em agosto do ano passado, por conta de esquema que desviou R$ 74 milhões dos cofres do estado, segundo o Ministério Público Federal. Côrtes foi solto, mais uma vez em abril deste ano, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).