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Presidente ligou para deputado após vitória da reforma da Previdência na Câmara; Maia diz que nunca havia recebido um telefonema do mandatário

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro já foram apontados como pessoas antagonistas no governo atual

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), revelou nesta quinta-feira (11) que recebeu, após a votação da reforma da Previdência na Casa, uma ligação inédita do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o deputado, o telefonema aconteceu na própria quarta-feira (10), quando o texto foi aprovado, em primeiro turno, na Câmara.

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"Eu fui eleito presidente da Câmara e ele nunca tinha me ligado. Parece até que não gosta de mim. Mas ontem ele me ligou", brincou o deputado em entrevista à Band . "Agradeço a ligação, acho que ela é importante, é importante o agradecimento dele a mim e a todos os deputados que votaram", continuou Rodrigo Maia .

O presidente da Câmara ainda tentou amenizar as supostas intrigas que existiriam entre o Congresso e o Executivo. "Ele [ Bolsonaro ] vai com a minha cara, sim. Nós sempre tivemos uma boa relação; temos posições divergentes em alguns temas, mas isso é da democracia. Naquilo que é mais importante para o Brasil, que é a agenda de reformas, estamos do mesmo lado", acrescentou.

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta sexta-feira (12), por 467 votos a 15, a emenda do Podemos que reduz a idade mínima de aposentadoria para os policiais que servem à União. Policiais federais, policiais legislativos, policiais civis do Distrito Federal, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários e socioeducativos federais, entre outros, poderão aposentar-se aos 53 anos (homens) e 52 anos (mulheres).

Depois de dois dias de debates, tentativas de obstrução e confusões, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta (10), por 379 votos a 131, o parecer da reforma da Previdência enviado pela comissão especial da Casa na semana passada.

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O texto precisava de pelo menos 308 votos favoráveis para passar desta primeira etapa. A matéria ainda deve ser votada mais uma vez pela Casa presidida por Rodrigo Maia antes de seguir para o Senado.