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Jornalista responsável pelo vazamento das mensagens entre o ex-juiz da Lava Jato e procuradores afirma que Moro 'sabe' que diálogos são autênticos

Glenn Greenwald
Arquivo pessoal
Glenn Greenwald criticou as respostas de Moro em sabatina do Senado

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald comentou, através das redes sociais, a sabatina do ministro Sergio Moro no Senado. O ex-juiz da Lava Jato foi convocado nesta quarta-feira (19) para explicar as mensagens entre ele e procuradores durante a operação que foram divulgadas na imprensa. 

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Responsável pelo vazamento das mensagens, Glenn Greenwald condenou a atitude do ministro durante o rito. "Moro continua tentando insinuar que as conversas que estamos publicando podem ser alteradas, mas ele não sabe, porque afirma que não as tem mais. Mas Deltan os tem. A Lava Jato tem eles. Se eles foram alterados, eles poderiam facilmente provar isso. Mas eles não fizeram e nunca vão", escreveu.

"Além disso, já começamos a trabalhar com outros jornais, revistas e jornalistas com esses materiais. Ninguém jamais alegou, e muito menos provou, que qualquer coisa que publicamos foi alterada. Isso porque todos - especialmente Moro e Lava Jato - sabem que são autênticos", continuou o jornalista.

Durante a sabatina, Moro chegou a afirmar que as mensagens não exisitiam mais, pois ele teria apagado a aplicativo Telegram do aparelho celular. "No caso do Telegram, como já falei, essas mensagens não existem mais. Eu saí do aplicativo. O hacker tentou roubar. Ele entrou lá no meu Telegram. Se houvesse alguma coisa, se tivesse recuperado uma coisa, especialmente alguma coisa ilícita, eu tenho certeza de que ele já teria divulgado. Então, esse material simplesmente não existe", disse o ex-juiz.

Glenn Greenwald voltou a insistir que as mensagens originais estariam nos celulares do procurador Deltan Dallagnol e nos aparelhos da Força-Tarefa da Operação Lava Jato. "Senadores: não precisam pegar as mensagens de Moro do Telegram (embora Moro tenha se recusado se autorizaria sua divulgação). Deltan os tem", insistui o jornalista.