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Juiz da Lava Jato do Rio deu sua opinião no Twitter sobre a denúncia de estupro e feriu o Artigo 36 da Lei de Magistratura Nacional

Marcelo Bretas
Fernando Frazão/Agência Brasil
Marcelo Bretas comentou o caso Neymar no Twitter


Responsável pelos julgamentos e decisões da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o juiz federal Marcelo Bretas pode ser enquadrado por ter comentado o  caso de estupro de Neymar em sua conta de Twitter. O Artigo 36 da Lei de Magistratura Nacional veda comentários de magistrados sobre processos pendentes de sentença.

Não é a primeira vez que os comentários de Marcelo Bretas geram discussão entre magistrados. As opiniões expressadas pelo juiz chegaram a ser julgadas no Supremo Tribunal Federal (STF), que entenderam que são legais pela liberdade de expressão.

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“Preocupante! Suspeitas de fraude ou abuso de direito pela parte “mais vulnerável” devem ser apuradas com rigor, sob pena de deslegitimar as demais situações de efetiva vulnerabilidade. Nem sempre a vítima é a parte mais fraca da relação”, escreveu Bretas.

O curioso é que o Artigo que pode enquadrar o juiz foi citado pelo próprio em uma publicação no mesmo Twitter no dia 2 de abril.

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Marcelo Bretas- Twitter
Reprodução/Twitter
Marcelo Bretas citou o Artigo que feriu no dia 2 de abril


O atacante Neymar foi acusado de estupro por uma mulher, que registrou boletim de ocorrência na última sexta-feira (31), na 6ª delegacia de defesa da mulher de São Paulo. O crime teria ocorrido no dia 15 de maio, na cidade de Paris.

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Marcelo Bretas tem 204 mil seguidores no Twitter.  O juiz da Lava Jato também tem uma conta no Instagram com 26 mil seguidores.