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Projeto, que ainda será avaliado na Convenção Nacional, também pune infidelidade partidária; deputado e ex-senador é réu na Operação Lava Jato

Aécio
Arquivo/Agência Brasil
Definição sobre o tema depende da convenção do partido que acontece na sexta-feira

A cúpula do PSDB se reuniu na manhã desta quinta-feira e aprovou o projeto de código de ética e compliance do partido. A medida prevê a expulsão de políticos que tiverem cometido infidelidade partidária ou que tenham sido condenados criminalmente.

Não serão suspensos, porém, aqueles que forem réus criminais, como é o caso do deputado  Aécio Neves  (PSDB-MG), no âmbito da Operação Lava Jato, e do ex-governador Marconi Perillo (PSDB-GO). Também poderão ser punidos dirigentes da sigla que usarem sua posição para constranger filiados em posições inferiores. A definição sobre o tema depende da convenção do partido que acontece na sexta-feira.

A aprovação do código é o último ato de Geraldo Alckmin como presidente da legenda. Na convenção, o aliado do governador de São Paulo João Doria, Bruno Araújo, deve assumir a direção.

A princípio, a comissão responsável pela elaboração das novas regras previa que os réus criminais poderiam ser suspensos do partido, mas a ideia foi abandonada. Segundo o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), que participou da elaboração, ainda há abertura para que a Executiva do partido avalie casos daqueles que estiverem respondendo a processos criminais.

"Estamos saindo daqui com uma pauta positiva, que é a aprovação de um código de ética e de compliance. Não é um código penal. No caso de quem for réu, a Executiva pode analisar caso a caso", afirma Cunha.

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O ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente tucano, Eduardo Azeredo, poderia ser um dos principais afetados pelo novo código. Ele foi condenado em segunda instância por peculato e lavagem de dinheiro, mas pediu desfiliação do partido recentemente.