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Deputado Capitão Augusto afirmou que o documento vitimiza o marginal; antigo vice-líder do governo, o parlamentar abandonou o cargo em abril

deputado Capitão Augusto
Valter Campanato/ Agência Brasil
Deputado Capitão Augusto (PL-SP)

O deputado federal Capitão Augusto (PL-SP), disse nessa terça-feira (21), durante uma sessão na Câmara, que a Constituição Federal de 1988 é um "grande erro". O parlamentar é relator do grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime, proposta do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

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Capitão Augusto também é o presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara. Na terça, o deputado afirmou que, por conta de sua carreira de 24 anos como policial militar, considera o projeto de Moro "o maior avanço e o maior pacote anticrime e anticorrupção desde a Constituição Federal". 

O deputado afirmou ainda que considera a Constituição de 1988 "um grande erro da nossa legislação brasileira" que, de acordo com ele, vitimiza o "marginal". "É claro que num contexto completamente diferente, vindo de um regime militar. Era até de se esperar que tivesse uma Constituição que protegesse mais os presos, mas talvez pensando nos presos políticos", completou. 

O parlamentar era vice-líder do governo Jair Bolsonaro. No entanto,  abandonou o cargo em abril, argumentando que as críticas feitas internamente por ele sobre o relacionamento do governo com o Congresso não vinham sendo ouvidas.

Sérgio Moro divulgou as propostas do pacote anticrime no dia 4 de fevereiro. O projeto tramita paralelamente na Câmara e no Senado. Atualmente, é analisado pelo grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.