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Ex-presidente comentou decreto presidencial sobre armamento pela primeira vez após pergunta da plateia durante o programa "Café Filosófico"

FHC
Divulgação
FHC evitou tratar da política nacional e fez uma breve referência ao tema apenas para dizer que o momento é de "desconserto geral"

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quarta-feira ser contra a ampliação do acesso a armas por civis no país . A declaração foi feita no mesmo dia em que o governo fez alterações no decreto editado pelo presidenteJair Bolsonaro para regulamentar o Estatuto do Desarmamento . 

Foi a primeira vez que FHC comentou o decreto presidencial. "Eu sou contra. Tem que armar o Estado, no caso, armar a polícia melhor. Armar indiscriminadamente a população é abrir mão daquilo que é próprio do Estado. É complicado."

O ex-presidente foi o convidado desta noite do programa "Café Filosófico" para falar sobre os pensamentos do sociólogo alemão Max Weber. O assunto sobre armas surgiu por meio de uma pergunta de um integrante da plateia.

FHC evitou tratar da política nacional e fez uma breve referência ao tema apenas para dizer que o momento é de "desconserto geral".

"Quem tem noção das coisas sabe que o momento é dramático. Estamos assistindo no Brasil a um desconserto geral."

Mesmo sem citar o nome de Bolsonaro em nenhum momento, o tucano não se conteve e deixou uma provocação para o presidente. FHC lembrava da trajetória política de Winston Churchill, ex-primeiro ministro da Inglaterra, que havia sido um deputado de "segunda categoria". Neste momento, FHC interrompeu o raciocínio. "Não vou me referir muito a isso porque outros viraram presidente", afirmou, tirando risos da plateia.