Sérgio Moro fez apelo ao Congresso para manter Coaf sob a pasta da Justiça
Marcelo Camargo/ABr
Sérgio Moro fez apelo ao Congresso para manter Coaf sob a pasta da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, recorreu às redes sociais neste sábado (27) para defender que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) permaneça sob a sua pasta. A  possibilidade de devolver o controle do órgão à pasta da Economia é discutida no Congresso.

Em sequência de mensagens publicadas no Twitter (confira ao fim do texto), Moro assegurou que o Coaf "foi fortalecido" ao ser levado para debaixo do guarda-chuva de sua pasta e disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, "não quer" receber o órgão de volta.

"Há discussão no Congresso para ele [Coaf] voltar para a Economia. Respeitosamente, não é o melhor. O ministro Guedes não quer. Qualquer decisão será, por óbvio, respeitada, mas estamos conversando com os parlamentares para mantê-lo. No combate ao crime, integração é a chave", escreveu Sérgio Moro .

O ministro destacou a atuação do órgão , citando como exemplo o trabalho desempenhado no Rio de Janeiro – onde, no início do ano, relatório produzido pelo conselho provocou turbulência para o governo de Jair Bolsonaro (PSL) ao apontar  movimentações suspeitas envolvendo ex-assessor do filho mais velho do presidente, o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

"O Coaf é órgão de inteligência contra a lavagem de dinheiro. Não se combate o crime atualmente sem enfrentar a lavagem de dinheiro. Tem que confiscar e asfixiar economicamente o crime organizado. Corrupção também", escreveu o ministro. "O Coaf estava meio esquecido no governo anterior, no Ministério da Fazenda. [...] Estamos incentivando integração do Coaf com MPF, PF e polícias estaduais. Só com o RJ, 27 novos agentes policiais estaduais foram cadastrados este ano junto ao COAF para obtenção de informações. Antes eram quatro", completou.

As mensagens de Moro surgem dias após o próprio presidente Bolsonaro admitir a possibilidade de tirar o Coaf do Ministério da Justiça. A medida visaria ampliar o apoio do governo para a aprovação da medida provisória que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios. A validade do texto expira no dia 3 de junho, e caso encontre resistência entre os parlamentares, o governo seria obrigado a redesenhar a estrutura ministerial.


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