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Caso envolve o acordo de leniência empresas como a Alstom e o Cade, o qual o ex-governador tucano não é alvo

Geraldo Alckmin (PSDB) chega na sede da Polícia Federal
Marcelo Chello/CJPress/Agência O Globo
Geraldo Alckmin (PSDB) prestou depoimento na sede da Polícia Federal, em São Paulo

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) prestou depoimento nesta terça-feira (16) na sede da Polícia Federal na capital paulista como testemunha em inquérito instaurado em 2011, no caso do acordo de leniência que envolve diversas empresas, inclusive a Alstom, e o Cade.

A ação aborda como as empresas fraudavam licitações de obras do governo federal. A defesa de Alckmin reiterou que o tucano não é investigado no caso e que o depoimento já estava agendado há algumas semanas.

O depoimento do tucano ocorre um dia após  seus bens terem sido bloqueados por decisão da Justiça. A decisão, que cabe recurso, é do juiz Alberto Alonso Muñoz, da 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, atendendo a um pedido do Ministério Público (MP) de São Paulo.

Muñoz ordenou o bloqueio de R$ 39,7 milhões dos investigados, incluindo o tucano , a própria empreiteira e mais cinco réus executivos da empresa. O pedido de bloqueio em relação à conta do ex-governador paulista é de R$ 9,9 milhões .

O processo está relacionado com uma denúncia de caixa 2 da Odebrecht para a campanha de 2014, em que Alckmin se reelegeu no primeiro turno. A assessoria do ex-governador disse que a doação à campanha é desconhecida e que não há qualquer associação com atos de governo.