Tamanho do texto

Ao depor na Câmara, Santos Cruz ouviu provocações de Fausto Pinato (PP-SP): "Na história, só dois presidentes peitaram o Congresso: Dilma e Collor"

Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, foi cobrado pelo deputado Fausto Pinato (PP-SP)

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, foi cobrado publicamente nesta terça-feira (16) pelo deputado Fausto Pinato (PP-SP) pela dificuldade encontrada por partidos para indicar aliados a cargos no governo federal.

Convidado pela Comissão de Trabalho para falar sobre um vídeo pró-golpe de 1964, divulgado em 31 de março pelo Palácio do Planalto, Santos Cruz ouviu reclamações sobre o distanciamento do governo Jair Bolsonaro com o Congresso do deputado .

"Nesse governo só tem força ou ex-deputado ou amigos da panela do ministro da Casa Civil (Onyx Lorenzoni). Queria dizer uma coisa: na história desse país houve dois presidentes que peitaram o Congresso Nacional: a senhora Dilma Rousseff e Fernando Collor de Melo ", declarou.

Pinato ressaltou que a "culpa" pela situação não era dele, mas lembrou que os militares são "avalistas" do governo. Pinato afirmou que a Câmara tem "grandes talentos, pessoas que podem contribuir muito com o governo".

"Como é que um parlamentar que está na linha de direito não pode nomear um cargo, não pode ter uma emenda extra para sofrer o desgaste na sua base eleitoral? Não me venha com demagogia, isso não cabe ao senhor, mas me preocupa muito ver o PSL isolado, e saber que muitos de nos poderíamos estarmos avançando", disse o deputado.

Durante sua fala, Santos Cruz não respondeu ao parlamentar. Ao deixar a comissão, questionado por jornalistas, afirmou que não poderia comentar um fato específico.

"Eu não posso fazer comentários sobre a sensação pessoal de um deputado. O deputado falou, talvez, por uma experiência pessoal. Não posso fazer as considerações completas."

Durante a sessão da comissão, o deputado do PP ainda pediu que os militares colocassem Bolsonaro para "fora do palanque e dentro de uma realidade que possa cuidar inclusive do seu partido".

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.