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Deputada estadual por São Paulo disse que é contra a ideia de mudar nome do partido e criticou intervenção nos preços do diesel feita por Bolsonaro

Janaina Paschoal
Reprodução/ Facebook
Deputada estadual por São Paulo Janaina Paschoal tem feito duras críticas ao governo Bolsonaro

A deputada estadual por São Paulo Janaina Paschoal (PSL) criticou neste sábado a intervenção feita pelo presidente Jair Bolsonaro que ligou para presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e cancelou o aumento de 5,7% no preço do diesel nas refinarias. Para a parlamentar, o “PSL está cada vez mais parecido com o PT”.

Janaina Paschoal também disse ser contra a ideia da sigla de trocar o nome de PSL (Partido Social Liberal) para PCL (Partido Conservador Liberal). “Eu sei que o C significaria Conservador, mas, historicamente, o C remete a Comunista. Era só o que me faltava!”, escreveu a deputada.

A parlamentar também disse ser “favorável às candidaturas avulsas”, sem necessidade do candidato ser ligado a um partido político.

Nas últimas semanas, a parlamentar tem feito duras críticas ao governo Bolsonaro. Ela também tem defendido a saída do ministro de Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, do cargo após as denúncias de que ele estaria envolvido em um esquema de candidaturas laranja dentro do PSL.

Em março,  Janaína criticou Bolsonaro e disse que ele estava muito preocupado com o que aconteceu em 1964 e se esquecendo que precisa governar para não sofrer derrotas como a do último dia 26, quando a Câmara aprovou a PEC do Orçamento que determina a execução obrigatória de emendas parlamentares ao Orçamento da União.

Uma das responsáveis pelo pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Janaina chegou a comparar Bolsonaro com a petista no tocante às lembranças de 1964. De acordo com a parlamentar, enquanto Dilma criticava os acontecimentos, o atual presidente exalta.

Deputada estadual com mais votos na história do Brasil (teve mais de 2 milhões de votos), a advogada chegou a ser cotada para ser vice de Jair Bolsonaro antes das eleições de outubro de 2018. Na época, recusou o convite alegando que tinha compromissos em São Paulo e, portanto, não poderia se dedicar integralmente ao trabalho que teria em Brasília.

Apesar de criticar Bolsonaro , Janaina se defendeu afirmando que está fazendo justamente o que havia prometido ao próprio presidente. “Eu só estou sendo fiel ao que disse a ele. Meu compromisso é com o Brasil. Pelo Brasil, eu quero que o presidente seja bem sucedido. Ele vai precisar mudar a mentalidade”, escreveu.

Em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo, Janaina Paschoal já sofreu a primeira derrota ao perder a eleição à presidência da Alesp para o tucano Cauê Macris.